quinta-feira, 1 de abril de 2010

O Consolador Prometido

Jesus de Nazaré esteve na Terra há quase dois mil anos atrás, deixando-nos seu Evangelho como roteiro de iluminação interior. Sua tarefa junto a nós, contudo, não se resume àqueles poucos anos de sua pregação; ao contrário, como responsável pela educação dos Espíritos que habitam este mundo, enviou, em todos os tempos e a todas as culturas, mensageiros com o propósito de esclarecer e orientar os homens.
Dentre esses emissários, destacou-se Moisés, incumbido de dirigir o povo hebreu nos primórdios de sua organização social e política, preparando o terreno, para que, mais tarde, ele mesmo, Jesus, viesse trazer sua mensagem. Moisés consolidou a crença no Deus único (1ª revelação), base sobre a qual Jesus edificaria seu ensino de que esse Deus é Pai de todas as criaturas, ama-nos a todos igualmente e nos reserva futuro glorioso de plenitude e paz (2ª revelação).
Seria um grande erro, pois, pensarmos que a tarefa do Mestre se limitasse àqueles tempos da Palestina. Ele esteve atento aos destinos humanos desde o princípio e sabia que não seria fácil para os homens o caminho da evolução espiritual, por isso prometeu que enviaria mais tarde um Consolador (João, cap. XIV, vv. 15 a 17 e 26), para relembrar o que Ele dissera e nos ensinar todas as coisas que não poderiam ser entendidas naquele tempo. O Consolador prometido por ele seria, pois, a 3ª revelação.
Em sua promessa, Jesus menciona o Espírito de Verdade que o mundo não vê e não conhece, mas que viria para estar eternamente entre nós. Analisando o texto da promessa, percebemos que Jesus já antecipava os descaminhos do homem em relação à mensagem que estava deixando. Se alguém seria enviado, para lembrar coisas que Jesus dissera, isso ocorreria, porque os homens teriam esquecido esses ensinos; e se viria para ensinar todas as coisas, é porque Jesus não pode ensinar tudo quando esteve aqui, por faltarem aos homens os pré-requisitos para o entendimento mais profundo da realidade. Se o Consolador viria para estar eternamente conosco, ele não poderia se apresentar como um ser encarnado, porque o corpo físico é perecível. Deduz-se, portanto, que o Espírito de Verdade precisaria de outra maneira de estar conosco, sem ser pela encarnação em um corpo material.
Em 1857, um livro foi publicado na França: “O Livro dos Espíritos”. Significativo grupo de entidades espirituais assumem a autoria das respostas às 1018 perguntas formuladas pelo eminente pedagogo francês Léon Hyppolite Denizard Rivail, que o assina com o pseudônimo Allan Kardec. Encontramos nesse livro a base lógica e racional, para os ensinos do Cristo. A mais luminosa dessas entidades espirituais, sob cuja liderança estão todas as outras que contribuíram para a composição do livro se identifica como Espírito de Verdade. Eis que o Consolador já está na Terra. Foi cumprida a promessa do Cristo.

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